As Origens do Reino do Kongo



Lançamento do livro As Origens do Reino do Kongo

Na Próxima Sexta-feira, dia 15 de Outubro, a Mayamba Editora e o BPC apresentam o livro As Origens do Reino do Kongo, de autoria do prof. Mestre Patrício Batsîkama.
O acto terá lugar no ALL principal da sede do BPC , à Marginal de Luanda, pelas 18H00. A apresentação da obra estará a cargo dos Investigadores Simão Souindoula e António Setas .

Afinale?!







[AQUI]


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Fiction with Reality

Angola: Identidades Coloniais Equivocadas?

Sobre o "Novo Jornal"

Sobre a "Cultura Africana Contemporanea"

&

A Implosao da Mentira

That Land




N.B.:

Dizer, nesta altura do campeonato – depois de ter passado por tudo isto e especialmente por isto – que se me esgotaram totalmente o tempo e a paciencia para este tipo de propaganda tribalista, genocidario-racista, colonial-fascista e de extrema direita neo-nazi seria, no minimo, uma redundancia: expressei-o terminantemente aqui e os posts indicados acima, entre varios outros neste blog, explicam-no a saciedade! E, apenas para fazer um “ponto de ordem” (...de honra!...), acrescento-lhes A Negacao e Afirmacao de Agostinho Neto.

Mas, uma vez que, de todas as pecas delirantes que “me foram dedicadas” ate’ agora, esta e’ a mais ridiculamente doentia e esquizofrenica (ou, simplesmente, disgusting!), porque totalmente desprovida de qualquer base material e factual de sustentacao argumentativa, logo totalmente falaciosa - onde e’ que eu ja’ falei de ‘argumentos non sequitur’? - e em aberta contravencao a todas as disposicoes nacionais, regionais e internacionais sobre os Direitos Humanos e os Direitos dos Povos [para quem ainda nao era nascido na altura, ou passou completamente ao largo do 27 de Maio de 1977, ou, "mais perto de casa", da Sexta Feira Sangrenta, este (juntamente com outros recentes e continuos vomitos de odio propalados pelo ‘Novo Jornal’ em que se fala, por exemplo, de “monstros raciais e taras tribais” e de “encarcerar os tribalistas”; ou, ja’ agora, tambem pelo ‘O Pais’, em que se fala de “baratas” a boa maneira genocidaria Rwandesa…) era precisamente o tipo de ‘perola propagandistica’ para a diabolizacao das suas vitimas e intoxicacao e manipulacao da opiniao publica com que se “batia no ferro quente” imediatamente antes e depois daquela(s) data(s) fatidica(s)!], dou-me ao trabalho de deixar aqui sobre ela apenas as seguintes “notas tecnicas”:

(…) O Reino do Kongo, cuja sede era em Mbanza Kongo, totalmente dentro das actuais fronteiras de Angola, estendia-se, na era pre-colonial, por uma regiao que, a Sul, ia ate’ a Ilha de Luanda e, a Norte, compreendia os actuais (ou partes significativas destes) Kongo Brazzaville, Gabao e Kongo Kinshasa, sendo que deste, actual RDC, areas houve que pouca ou nenhuma relacao directa, ou historicamente relevante, tiveram com o Reino do Kongo. E’ o caso do seu extremo Norte, de onde era originario Mobutu que, note-se, nao era baKongo, mas sim NgBandi (o mesmo se passa no caso da regiao Leste/Grandes Lagos da RDC, de onde sao provenientes os Kabila, que pertencem a etnia Luba e nao baKongo). Portanto, nem a actual RDC na sua totalidade, nem Mobutu, podem com propriedade ser considerados “sucessores” (certamente nao unicos) do Reino do Kongo – quanto mais nao seja porque Mobutu, como aqui se regista, assumiu o poder pela forca contra os legitimos titulares do primeiro governo independente daquele pais, Lumumba e Kasavubu, este sim, um baKongo;

(…) A “authenticite” nao foi uma 'doutrina politico-ideologica': foi, quanto muito, uma 'directriz de afirmacao identitaria nacional', que tanto nao foi culturalmente totalizante, nem na RDC, nem nos outros “paises sucessores do Reino do Kongo”, que conviveu com, por exemplo, La Sapologie e os movimentos musicais multiculturais e multi-etnicos locais, regionais e trans-continentais de que aqui se fala um pouco;

(...) Assumir a identidade e valorizar e divulgar a cultura de origem nao significa tribalismo. Tribalismo, tal como racismo, e' usar a identidade (tribal ou racica) para hostilizar, denegrir, diabolizar, humilhar, achincalhar e tentar aniquilar (simbolica ou realmente) os que nao pertencem a essa mesma tribo ou raca e respectivas culturas. E, assim sendo, aquilo que faz o autor do artigo aqui em questao, tal como os seus correlegionarios, e' precisamente, e para dizer o minimo, tribalismo e racismo! E, por isso, eles sim, deveriam ser nada mais, nada menos do que encarcerados!

(…) Seria de todo o interesse do ponto de vista do conhecimento historico-cientifico que se explicassem, demonstrassem e provassem cabalmente, por um lado, a ‘implicacao’ do Reino do Kongo no alegado “exterminio dos Khoisan” e, por outro, as suas alegadas “ligacoes e afinidades”, doutrinarias ou outras, com os Boers - talvez devam pedir a Mandela, como descendente dos Khoisan e ex-prisioneiro dos Boers, os seus insights sobre o assunto;

(…) Se algum “autoctone”, em algum momento, advogou, promoveu e praticou a “descolonizacao completa” de Angola (e de Mocambique), ele nao foi “descendente do Reino do Kongo”: a Historia tem em registo quem e como assumiu totalmente o poder pos-independencia nesse(s) pais(es); sendo que, no caso de Angola, muito gracas ao apoio de um dos “sucessores do Reino do Kongo”, o Kongo Brazaville, em oposicao directa ao Kongo de Mobutu... E, nao fossem reconhecimentos desse facto como este, dir-se-ia que ha' em todo esse irresponsavel delirio racista, xenofobo, tribalista e anti-Bakongo muito do que, com toda a propriedade, se pode e deve chamar "cuspir no prato em que se debicou"!

(…) Tanto quanto “retornar ao patamar tecno-juridico-administrativo” que Angola teve antes da independencia significa, ou pode significar, “recolonizacao” ou “neo-colonialismo”, seria de toda a conveniencia explicar-se, de preferencia “tecnica, juridica e administrativamente”, como e porque que essa e’ a unica via possivel e desejavel para que se atinja tal patamar. Um possivel ponto de partida para essa discussao pode ser encontrado, por exemplo, aqui;

(…) Finalmente, no que pessoalmente me possa tocar directamente em relacao a todas essas e, possivelmente, outras questoes relativas, tenho apenas a parafrasear aquele que, agora caminhando para o fim dos seus dias, para garantir o seu “lugar no reino dos ceus” comeca a render-se a Verdade Historica, Fidel Castro: A Historia Me Absolvera’!

[P.S.: Curiosamente, dois dias depois de isto escrito, Joseph Kabila efectua uma 'visita relampago' ao seu homologo Angolano para reafirmar os lacos entre os dois paises]




Ainda outro take sobre a mesma leitura:

O argumento basico dos apostolos da 'recolonizacao' e’ o de que todos os males de que a Africa pos-colonial enferma teem na sua origem a independencia e a saida dos colonos: "os negros sao congenitamente incapazes de se auto-governar e de criar prosperidade economico-social (sao predadores, bebados ou bufos, vida deles e’ so’ fazere bwe’ de kilapie’, roubar e matarem-se uns aos outros, e mesmo depois de terem passado pela universidade teem que tirar os sapatos para poderem contar ate' doze! E, na verdade, nao fossem os europeus, especialmente os etnologos e antropologos, nem as suas proprias culturas eles conheceriam!)"!

E os numeros e imagens das guerras, da pobreza e do subdesenvolvimento, especialmente se em comparacao com alguns paises de outras regioes do mundo (e.g. Asia e America Latina) que partiram do mesmo nivel de desenvolvimento (ou pelo menos de PIBpc) aquando das independencias africanas nos anos 60, estao ai para o demonstrar a saciedade: "o problema de Africa nao e’ outro senao os Africanos"!
Mas, mais do que isso, "se alguma vez a Africa ostentou algum progresso, foi durante o periodo colonial, logo, sem os Europeus e/ou os seus descendentes directos a Africa esta’ condenada a pobreza, subdesenvolvimento e fracasso total e eterno… logo, a unica saida possivel desse ciclo vicioso e’ a 'recolonizacao'"!

E' isto, alias, que une alguns negros e brancos, esquerdistas e direitistas, nessa canoa furada (ou, mais uma vez, de como os extremos se tocam...): i.e. aqueles que professam e sempre professaram a "supremacia euro-caucasiana" (e seus lacaios) e alguns dos que honestamente sao criticos do poder pos-independencia em Africa [com o Zimbabwe de Mugabe como grande ponto de convergencia entre esses dois afluentes - vejam-se, no entanto as posicoes (conflituosas?) de Graca Machel sobre essa questao: aqui e aqui]... Sendo que, pelo meio, ha' alguns que, como eu, nao estando seguramente do lado dos primeiros e nao necessariamente sempre do lado dos segundos, apenas tentam separar as aguas entre esses dois rios... [por isso reagi deste modo as recomendacoes do Prof. Paul Collier sobre a economia angolana - retomadas aqui e aqui - o qual, por coincidencia, foi tambem professor da Dambisa Moyo, que no seu Dead Aid advoga, nada mais nada menos, que o remedio para todos os problemas actuais de Africa esta' no fim imediato (dentro de 5 anos) da Ajuda ao Desenvolvimento (ou, como dizia a outra "experta" em patetices, "for God's sakes stop aid!") e o recurso dos estados africanos aos mercados financeiros internacionais (... nao, nada vagamente parecido com a criacao das bases para um desenvolvimento, nao apenas economico-financeiro, mas tambem e sobretudo socio-cultural, endogeno e sustentavel...), tendo-o feito num momento em que aqueles se encontra(va)m em profunda crise e num contexto em que a esmagadora maioria das economias africanas nao tem credit ratings que lhes garantam qualquer acesso significativo a tais mercados - veja-se a esse respeito o que no ultimo paragrafo deste artigo se diz sobre a economia Mocambicana... - e sendo que, tambem por coincidencia, para esses mercados ela trabalha...], e por isso acabam(os) sendo vitimas de tentativas de afogamento por ambos os lados!

Ha' ainda um terceiro afluente que e' alimentado pelos proprios circulos do poder de estado de alguns paises africanos e de algumas organizacoes regionais no continente que se tornaram aid dependent, tanto em termos tecnicos como financeiros - para estes, os contingentes de estrangeiros [ex-colonos ou nao; embora isto nao deixe de me trazer a lembranca um alto dirigente da nomenkatura angolana que, nao ha' muito tempo, foi a Portugal declarar que "nos precisamos do homem portugues"... nada contra, se isso nao soasse claramente a "nos precisamos do ex-colono (porque nao estamos a dar conta do recado)"... e menos ainda contra se ele tivesse sido mais especifico e declarasse algo como "nos precisamos prioritariamente de tecnicos qualificados" e acrescentasse, ainda que apenas implicitamente, "porque e' imperioso que invistamos em capital humano e nos precisamos mais ainda do homem angolano, quanto mais nao seja porque foi ele que nos colocou e nos mantem no poder e perante ele temos o dever e a obrigacao de lhe prover e aos seus filhos a formacao adequada para que os angolanos possam competir em pe' de igualdade com qualquer estrangeiro num mundo cada vez mais globalizado!") funcionam como um "buffer" entre os governos/aparelhos de estado e os respectivos povos, que lhes assegura a manutencao do poder e a perpetuacao de determinados individuos em certos cargos, bem como os seus hefty revenue streams e a possibilidade de "brilharem" sozinhos sem quaisquer entraves - era, em parte, a este fenomeno e as suas consequencias socio-culturais a que aqui me referia...

O unico contra-argumento plausivel a essa “inevitabilidade historica” seria se se pudessem encontrar na Africa pre-colonial exemplos de sistemas culturais capazes de gerar, pelo menos potencialmente, estabilidade politica e desenvolvimento economico-social. Aparentemente sim: “(…) o antigo Reino do Congo, notabilizado por ser, então e aparentemente, o único reino organizado na África sub-saariana. (...) Esse palmarés de primeiro entre os reinos sub-saarianos a ter contacto com a Europa e a ter relações diplomáticas com a Santa Sé foi - e continua a ser. .. – motivo de orgulho para os súbditos do rei do Congo e seus actuais descendentes.” Mas… esse mesmo Reino emblematico e paradigmatico “teve como successor o maior emblema e paradigma de fracasso em todas as frentes na Africa pos-colonial: o Congo de Mobutu”!

E, pior do que isso, os seus “actuais descendentes” e “apostolos de Mobutu e da neo-authenticite’”, mesmo quando se apresentam com creditos e meritos profissionais e academicos reconhecidos, sao “monstros racistas e tarados tribais a encarcerar” e “baratas” a eliminar da face da terra: “(…) eles sao, como os boers (e ao contrario de Agostinho Neto - casado civilizadamente com uma mulher branca e que declarou "nao havera' perdao (!) para os 'apostolos da neo-authenticite' do 27 de Maio"...; ou de Mandela - que se divorciou pessoal e politicamente da sua "profeta da neo-authenticite' primeira esposa" e que "so' nao fez o impossivel para nao 'desagradar' os brancos sul-africanos, boers incluidos"...), declaradamente neo-nazis e praticam o primado do dinheiro sobre o direito; o suborno e a falsificação de documentos; a instilação dum racismo e tribalismo como nunca existira na vida económico-social; a distorção de factos históricos e sociais; a intriga e a subserviência; o nepotismo; e, com todas estas armas, a sabotagem subreptícia dos esforços para pôr Angola a funcionar no patamar técno-jurídico-administrativo que já tivera antes da independência.”!

"Logo, 'recolonizacao' e’ o unico caminho a seguir e quem se atreva a 'levantar um dedo ou a bater uma tecla em contrario'... convem saber sempre o que lhe espera!"

Portanto:

QUE VIVA A RECOLONIZACAO!!!
RECOLONIZATION OYE’!!!



(...) Mas, na verdade, nao fosse a gravidade das questoes acima referidas, poderiamos ter poupado o ja' pouco tempo e paciencia que nos restam para todo esse nonsense a mistura com pure evil (!): e' que tudo isso parece claramente nao passar de uma "questao de inteligencia" ou, dito de outro modo, de "competicao pela paridade (ou supremacia?) da etnia, da raca e do genero no dominio intelectual" (poderia dize-lo ainda de outro modo, mas voltar a falar em inveja, ciumes, odio e afins, seria tambem mais do que uma redundancia neste blog... onde e' que por aqui ja' se falou em "inveja dos brains"?)... Senao vejamos (citando da mesma edicao do NJ acima referida):

(...) Os seus “apóstolos” não esmoreceram, nem quando encontraram situações imprevistas como mulatos com os pais, os quatro avós, os oito bisavós e os dezasseis trisavós nados, vividos, mortos e enterrados em Angola; angolanos negros tão ou mais inteligentes que eles e se não deixaram enganar; outros africanos subsaarianos nascidos em Angola (e, não raro de segunda ou até terceira geração) que não abdicam da sua actual nacionalidade e não alinham nos “cantos de sereia” dos apóstolos da neooauthenticité.

(...) O que devemos fazer pela Pátria? Provar à sociedade que o talento assusta os medíocres’ como tão bem descreveu José Alberto Gueiros há mais de 25 anos no extinto Jornal da Bahia - “assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas, boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher no seu círculo de convivência por medo de perder os seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar” O que devemos, perante este cenário, continuar a fazer pela Pátria? Demonstrar à opinião pública que os medíocres, que não aprendem nada com nada, são obstinados na conquista de lugares de destaque. O que devemos continuar a fazer pela Pátria? Pôr em evidência que os medíocres entrincheirados em posições de chefia denotam um medo indisfarçável da inteligência. O que devemos incessantemente continuar a fazer pela Pátria? Desenterrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência”

(...) Como diria o meu amigo Rainer (aprendeu nos Acores): Eta Corisco!...
Bem...! Que tal um 'cruzamento de referencias' com a minha confissao... ou com este "caso"... ou com os meus Boers... ou com os meus Khoisan...?!

(...) E... creio que Ruy Barbosa subscreveria esta: "ha' tanto kabungado tarado e monstruoso com bigodinho a Hitler e a espumar da boca com a lingua de serpente de fora, auto-convencido que e' super-inteligente e talentoizo (...e' que... Deus e' poderoizo!...) por ai a solta, que as vezes fico pensando que a kabunguice e' uma ciencia"!

(...) E, ja' agora, alguem reparou em como o obus dos "monstros raciais e taras tribais" foi lancado para o meu kintal em retaliacao directa e imediata ao comentario a este post e a este ?!... O que nos remete para "outras questoes", nomeadamente "quem e' quem, quem e' amigo de quem, quem se senta a mesa de quem e quem 'debica no prato' de quem"! Mas essas ja' aqui foram, pelo menos parcialmente, abordadas...

(...) Talvez nao seja de todo despiciendo relembrar aqui o meu "celebre debate" com o Negro Ugandes ('tao ou mais inteligente do que eu') Dennis Matanda no (agora infelizmente "desaparecido em combate") Africanpath, sobre a "recolonizacao". Como quem o seguiu de perto (e entenda bem Ingles) tera' anotado, eu comecei por responder ao seu primeiro "Call for Recolonization" com um comentario em que me declarava "un-comfortably numb" ("de-construcao" minha do titulo dos Pink Floyd que, mais recentemente, por aqui passei a volta deste post ), ao que se seguiu o meu primeiro artigo naquele site, como guest blogger, sobre a questao ("Are We All Losing The Plot?"). O Dennis respondeu imediatamente num outro artigo ("We Africans Have Lost The Plot a Long Time Ago") em que reiterava as suas posicoes iniciais, ao que eu voltei a carga tambem com um segundo artigo ("Are We All Losing The Plot? - Part II"), tendo dele obtido a seguinte resposta:

Recovering from an Intellectual Blow

Koluki, I finally got round to reading this article - and I can tell you that I have been blown away - completely. Having said that, you have made a case for the shifting of blame from the leaders of present day African countries to the history of their different nations. But is that not the problem? How can a people who have been showed these examples not react to them? How can we not look into history and 'force' our present leaders to do their good deeds? Lastly, how can we not blame our current leaders yet they, like our historical leaders, are not attempting to be students of history or leadership? That is the core of my argument. If we had leaders in the past, why do we have presidents today?
Again, your article is excellent - and I am bowled over.

Dennis Matanda


Bem, se "recovering from an intellectual blow" e "your article is excellent - and I am bowled over - completely" nao e' "cair no canto da sereia", o que quer que isso signifique...

[E abro aqui um parentesis para notar o seguinte: Este debate e, em particular, esta resposta do Dennis Matanda (e tambem estes artigos de dois jovens Sul-Africanos, ou este debate na blogosfera Mocambicana), e' bem emblematico da diferenca cultural estrutural e estruturante em relacao aquilo que (nao) e' o nivel do "debate" entre os angolanos (ou apenas alguns? ... ou apenas alguns "jornalistas"?... ou apenas alguns "intelectuais"?...): ali debateram-se seriamente ideias e conviccoes fortes e profundas sobre questoes extremamente sensiveis, tendo havido por parte do "derrotado" a hombridade, decencia, educacao, civilidade e elegancia de reconhecer a sua "derrota" e os meritos dos argumentos do adversario - mesmo sendo estes protagonizados por uma mulher (e, acrescente-se, negra!)... O que teriamos (temos tido) nos "pretensos debates" com angolanos? Nada mais do que os ataques ad hominem (... "ad mulher ", incluindo a sua vida intima e privada, ao seu corpo e a sua suposta sexualidade!...), o abuso e insulto mais baixo e soez, a tentativa de humilhacao, degradacao moral e espiritual, objectificacao sexual e destruicao fisica, psicologica e profissional (!) sem quaisquer escrupulos... E' essa a "mentalidade" da generalidade dos (ou de apenas alguns?... ou de apenas alguns "jornalistas"?... ou de apenas alguns "intelectuais"?...) angolanos!]

(...) E... quem diz, pateticamente, "resistir" (em vao) a este 'canto da sereia' e'... psicopata (ruim da cabeca) e... kabungadu (ou doente do pe')!

(...lol...)



ADENDA

"MANDELA, MOBUTU & ME"



In this stunning memoir, veteran Washington Post correspondent Lynne Duke takes readers on a wrenching but riveting journey through Africa during the pivotal 1990s and brilliantly illuminates a continent where hope and humanity thrive amid unimaginable depredation and horrors.

For four years as her newspaper's Johannesburg bureau chief, Lynne Duke cut a rare figure as a black American woman foreign correspondent as she raced from story to story in numerous countries of central and southern Africa. From the battle zones of Congo-Zaire to the quest for truth and reconciliation in South Africa; from the teeming displaced person’s camps of Angola and the killing field of the Rwanda genocide to the calming Indian Ocean shores of Mozambique.

She interviewed heads of state, captains of industry, activists, tribal leaders, medicine men and women, mercenaries, rebels, refugees, and ordinary, hardworking people. And it is they, the ordinary people of Africa, who fueled the hope and affection that drove Duke’s reporting. The nobility of the ordinary African struggles, so often absent from accounts of the continent, is at the heart of Duke’s searing story.

[from the hardcover edition]



Duke covered southern Africa as Johannesburg bureau chief for The Washington Post from 1995 to 1999. Her engaging memoir provides a close-up look at the fall of Mobutu Sese Seko in the former Zaire, the ascendance of Nelson Mandela in South Africa, dramatic high points of South Africa's Truth and Reconciliation Commission, and many poignant vignettes of everyday African life from Cape Town to Kigali. "Armed with attitude and ready for anything," she finds that being black and female is sometimes, but not always, an occupational asset. Knowing that her dispatches will help shape American perceptions of a region she cares deeply about, she works hard to balance her anger at the brutality and venality of "ugly Africa" against her admiration for Mandela and for the fortitude and ingenuity of ordinary Africans. Equally deft at presenting vivid eyewitness descriptions and concise evaluations of failed policies, whether African or American, Duke has given us a glimpse of what first-rate reporting on Africa can be.

[from Foreign Affairs]



Pictures: Mandela's 1997 mediation efforts between Mobutu and Laurent Kabila
[That's Afrika and That's Madiba For You!]


Mobutu vs. Lumumba

This Day in 1960


With the backing of the US Central Intelligence Agency (CIA), a Congolese
military officer named Joseph Mobutu ordered the democratically-elected
prime minister of the Congo, Patrice Lumumba, placed under house arrest in the
capital of Leopoldville on September 14, 1960. Two days later, Mobutu carried
out a full coup, suspending both parliament and the constitution.


The coup was the culmination of three months of orchestration by the US, the
United Nations, and the old colonial ruler, Belgium. Lumumba's nationalism, it
was determined, posed a threat to powerful European mining interests in the
Congo. At the same time, the bringing down of Lumumba would serve as a warning
to the rest of the African states, which were then gaining formal independence
from European colonizers in rapid succession.


After Lumumba's election victory and inauguration in June, mineral-rich Katanga
province seceded in the south, backed by Belgium. Belgians fled the country, and
a "capital strike" brought the economy to a virtual halt. As civil society
disintegrated, sections of the military revolted, forcing Lumumba to rely ever
more-heavily on the "loyal" element, headed by Mobutu.


The UN under General Secretary Dag Hammarskjöld actively collaborated with the
coup. The UN helped to precipitate the crisis by refusing to allow loyal
Congolese soldiers use of its airplanes for transport, in effect siding with
Katanga and other secessionist movements. In response, Lumumba appealed for
support from the Soviet Union, which sent material and "advisors." Then, after
president Joseph Kasa-Vubu's attempt to sack Lumumba on September 5
failed—Lumumba winning a vote of confidence in parliament—the UN shut down the
capital's radio station and blocked Soviet planes supporting Lumumba from its
airfields.

In one of his first acts after the coup, Mobutu ordered the Soviets out of the
Congo. The CIA had found its man.

[Sources: various]

Kongo Brazza

Ce jour à 1960:

En 1482 Diego Cao découvre l'embouche du fleuve Congo… Cette introduction à l'histoire du Congo fait de l'Afrique un simple appendice de l'histoire européenne. Il ne serait pas trop tôt de sortir de cette caricature coloniale et réductrice qui fait encore office aujourd'hui d'histoire officielle et scolaire du Congo, de sa terre et de ses hommes. Notre histoire est celle des origines de ses habitants, depuis la naissance de l'humanité. Elle intègre notre espace géographique comme carrefour des peuples, de ses expressions étatiques à travers les ages, des éléments qui ont fait le quotidien de cette terre depuis les origines. Elle ne commence pas une nuit de partage à Berlin. Notre monde n'a pas toujours été immuable comme il nous semble trop souvent le percevoir, reléguant le progrès au seul mérite de l'apport coloniale.

Construire notre intellect et nos actes à partir de la connaissance de nous-mêmes, nous conduira à des révolutions intellectuelles telles que:

1. La fermeture du mausolée de Brazza. Des français qui l'ont visité, seul le Front National s'en félicite! Un diplomate a même confié, après y avoir vu ces fresques qui représentent le nègre primitif élevé à la civilisation par le blanc, qu'il y est rentré convaincu des effets positifs de la colonisation, et ressorti honteux des sous-hommes que son pays avait créé. Quel est le sens de la célébration de l'indépendance qui depuis quelques années est marquée par la municipalisation accélérée, si d'autre part nous rendons au colonisateur un hommage supérieur à celui rendu à tout congolais de l'histoire? Ce mausolée de la honte pourra être transformé en musée/bibliothèque/archives nationales, pour un pays qui n'en a aucun.

Quatre années après l'inauguration du mausolée de Brazza, la pilule ne passe toujours pas. Ils sont des milliers de congolais patriotes blessés dans leur amour propre par cet édifice qui par ailleurs ne semble extasier personne. Sauf peut-être l'extrême droite européenne, car au-delà de l'aspect symbolique du bâtiment, l'intérieur est tapissé de peintures représentent les Noirs autochtones en primitifs sauvages, conduits à la civilisation par Pierre Savorgnan de Brazza qui leur donne vêtements, santé et savoir. Un message indiscutablement qualifié de raciste dans les pays du nord où l'on peut se faire condamner pour moins que cela : Casterman l'éditeur de Tintin est sous le coup d'une procédure judiciaire parce que « Tintin au Congo » affiche des dialogues dénigrants pour la culture congolaise précoloniale.

2. La débaptisation de Brazzaville. L'un ne va pas sans l'autre. Si on est pour le nom de Brazzaville à notre capitale, il faut honorer celui à qui on le doit. Si à l'inverse nous sommes contre le mausolée de ce colon, à plus forte raison, on ne peut admettre qu'une oeuvre encore plus gigantesque, notre capitale entière, lui soit consacrée. Logique n'est ce pas!? Ajoutons que Brazzaville est la dernière capitale africaine à porter encore le nom de son colonisateur. Et enfin, rassurez-vous, ce n'est pas parce que la ville s'appellera Mfoa, Nkuna ou Mavula, qu'elle nous fera apparaitre comme des sauvages. Bien au contraire.

Quand il signe, le 14 juillet 1960, à Matignon, les accords de transfert des compétences, l'abbé Fulbert Youlou pense que le moment est si solennel qu'il doit s'entourer de toutes les forces politiques. Il se présente alors avec les leaders de l'opposition, Jacques Opangault et Stéphane Tchitchélé (qui a remplacé à la tête du PPC Félix Tchicaya, démissionnaire). L'indépendance est proclamée le 15 Août 1960 dans l'allégresse organisée car en réalité, le peuple est inquiet tandis que les cadres se disputent déjà le pouvoirs et les biens abandonnés par les colons.

Le nouveau pouvoir, cartel de marxisants et de militaires, institue autoritairement le même monolithisme politique et syndical que celui qu'il a combattu. Désormais il n'y aura plus qu'un parti, le MNR, Mouvement National de la Révolution, et un syndicat, la CSC, Confédération Syndicale Congolaise. Au nom de l'unité nationale. Et les critiques a posteriori du régime de Youlou mettent en avant la dérive autocratique et la partialité ethnique.



Ce jour à 2010:

Le président congolais Denis Sassou Nguesso, a profité de la célébration du cinquantenaire de l’indépendance du Congo ce dimanche, pour décerner des titres posthumes aux ‘’pères de l’indépendance’’ du Congo.

Denis Sassou N’Guesso a décerné la médaille commémorative du cinquantenaire de l’indépendance du Congo, aux pères de l’indépendance parmi lesquels Fulbert Youlou, Alphonse Massamba Débat, Marien N’Gouabi, JoachimYombi Opango, Pascal Lissouba, qui ont tous exercé les fonctions de président de la République du Congo.

La même médaille a été aussi décernée aux personnalités qui ont marqué l’indépendance du Congo, au nombre desquelles Jacques Opangault, Félix Tchicaya, Stéphane Tchichellé, Alfred Raoul Simon Pierre kikounga Got, Augustin poignet.

Cet imposant ouvrage de 16 mètres et demie a été dévoilé le 11 août par le Président de la République Denis Sassou N'Guesso dans le cadre des festivités du cinquantenaire de l'indépendance du Congo. Ce moment vient s'ajouter aux autres qui ornent la ville notamment les statues de la liberté, de la colombe de la paix, du Président Abbé Fulbert Youlou et du vice-président Jacques Opangault. La colonne de l’indépendance est un ouvrage filiforme constitué d’un socle de 3 fois 3 mètres sur 2 mètres 80 de hauteur, prenant appui sur un massif en béton armé de 4 fois 4 sur 1 mètre 80, ancré à 1 mètre 50 du sol. Elle porte en son sommet une statue de 3 mètres représentant «la Marianne». Le maire de Brazzaville Hugues Ngouélondélé a salué l'érection de ce monument qui vient enrichir le patrimoine culturel historique et touristique de la ville: "Ce monument symbolisant une femme portant les tables de la loi de la nation congolaise et baptisé colonne de l'indépendance trônera désormais sur cette place qui sera solennellement dénommée en septembre prochain par délibération municipale : Place de l'indépendance", a-t-il indiqué.

Les cinquante années d'indépendance du Congo, célébrées dimanche, ont été marquées par une longue période de guerre civile dans un pays où 70% des 3,6 millions d'habitants vit encore sous le seuil de pauvreté, même si la paix et la croissance semblent retrouvées. "Les cinquante ans d'indépendance sont marqués du sceau de l'échec. Ils sont maculés de sang. Le bilan des 50 ans de l'indépendance est très largement négatif", estime le président de l'Alliance pour la république et la démocratie (ARD, plate-forme de l'opposition), Mathias Dzon.


[Plus ici , ici , ici e aqui]

Kongo Kinshasa

THIS DAY IN 1960:

Independence was granted to the Congo. A rebel movement freed the Belgian Congo from Belgium.

Joseph Kasavubu became president and Patrice Lumumba prime minister. He made Joseph Mobutu, a young military officer, his private secretary.

Two months after he took power a sub-committee of the US National Security Council authorized the assassination of Lumumba, with Mobutu later becoming president.


THIS DAY IN 2010:

Congolese soldiers, holding Belgian and Congolese flags, take part in a military parade, in Kinshasa.

President Joseph Kabila called today for a "moral revolution" in the Democratic Republic of Congo at ceremonies marking the 50th anniversary of its independence from Belgium.
Congolese should put an end to "attacks on human life and dignity" and in particular the widespread rape that has become a feature of the guerrilla conflicts racking the vast nation, he said. Kabila also singled out "tribalism, regionalism, favouritism, irresponsibility, theft, embezzlement of public property and everything else contrary to values."


[More here]

Lumumba

This Day in 1960:


Patrice Lumumba and the MNC formed the first Congolese government in the run-up to the country's independence from Belgium, with Lumumba as Prime Minister and Joseph Kasavubu as President.

[More here]


This Day in 2010:


The sons of Congo's first democratically-elected leader, Patrice Lumumba, are to seek the prosecution for war crimes of 12 Belgian officials suspected of aiding their father's assassination in 1961.

"I want to know how he died. There are many books I can read and everything has been said, but there is no justice," said Guy Lumumba, the leader's youngest son.
"It is a father I am looking for, a father whom I still love, and I want to know why he was killed". "We are targeting the assassins. In Belgium, there are 12 of them. They are alive and we want them to answer for their ignoble acts before justice," he said.

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ANGOLA: O 'Jazz' do Norte (III)



Alberto Teta Lando nasceu em 1948 numa familia proprietaria de fazendas de cafe' no norte de Angola. Aprendeu viola com a mae que, jovem, tinha tocado com Manuel de Oliveira e Jorge Eduardo (do grupo San Salvador), antes da partida destes para o Congo. "Comecei inspirando-me em proverbios, contos e ritmos Kikongo. A minha mae transmitiu-me um pouco do reportorio de San Salvador."
Aquando das revoltas de 1961 "o meu pai apoiava a UPA. Os portugueses mataram-no e espetaram a cabeca dele num pau. Tiraram-nos as terras."





Mumpiozzo Ame - Tela Lando (1969)

Em Lisboa a partir de 1963, toca com Rui Mingas e Bonga e acompanha Lily Tchiumba. "Em Portugal aprendi novas harmonias." De novo em Luanda em 1968, integra o Africa Show do percussionista Massano e grava Mumpiozzo Ame (Assobio Meu). "De forma velada, dizia a minha revolta." O tema e' um grande sucesso. Teta Lando trouxe a musica angolana o seu patrimonio Bakongo, os seus talentos de harmonista e novos tratamentos ritmicos. Desde entao a sua influencia musical tem sido determinante.
Teta Lando faleceu (Obituario).



Um Assobio Meu - Patricia Faria (2004)


[Fonte: Angola 60's (1956-1970) - Buda Musique 1999]

Angola: O 'Jazz' do Norte (II)

Os conjuntos do Norte de Angola, muito profissionais e ligados ao desenvolvimento musical do Congo e do Zaire, fizeram sucesso junto dos luandenses e influenciaram bastante os guitarristas.


Super Coba, a mais famosa orquestra de Cabinda, tinha tambem prestigio no Congo Brazaville e no Zaire. Ficou uma temporada em Luanda. Tinha vinte e cinco elementos, metais, bateria, quarto violas, e um vasto reportorio em Lingala, Kikongo, Frances, Ingles e Portugues. Eram caracteristicas suas musicas longas com paragens e mudancas de ritmo. Tambem tocavam musicas de Otis Redding e James Brown. Dominavam muito bem a orquestracao e a instrumentacao era muito trabalhada. Finpantima tem sopros muito singulares.


Finpantima - Super Coba (1973)

Cabinda Ritmos chegou a Luanda e gravou nos estudios da Radio Voz de Angola, com Artur Arriscado, Café, uma musica muito celebre de Franco. Dionisio Rocha convenceu-os a ficar na capital onde fizeram muito sucesso. Cantavam em Kikongo musicas de Cabinda com influencias do Congo Brazaville.


Celestina - Cabinda Ritmos (1973)

Ngoma Jazz, formado em Luanda por musicos vindos do norte e pertencentes ao Quinteto Angolano, tocava na Igreja Tocoista e produzia-se tambem nos espectaculos de Luis Montez. Os percussionistas luandenses Magololo (tumbas) e Caetano (bongos) integraram periodicamente o Ngoma Jazz cujo reportorio era em Kikongo e Kimbundu.


Belita Kiri-Kiri - Ngoma Jazz (1973)

Paulino Pinheiro canta em Kikongo. Merengue Rebita, danca muito tipica do repertorio dele, foi um sucesso. "Helena meu amor, vamos dancar o merengue rebita"...


Merengue Rebita - Paulino Pinheiro (1973)

As letras dos sembas e dos lamentos de Antonio Paulino eram notaveis. Gienda ya Mama tornou-o muito popular pela intensa expressividade da letra e da musica. "Estou a ver a minha pobreza, e por isso choro." A tristeza e a sensacao de solidao apos o falecimento da mae foram ressentidos pelo publico angolano como uma exteriorizacao do sofrimento que se vivia naquela fase colonial. A emocao tambem e' suscitada pela execucao dos Jovens do Prenda, com a musicalidade influenciada pelo estilo do Congo-Zaire.


Gienda ya Mama - Antonio Paulino (1973)

Africa Show, foi formado em 1969 por Jose' Massano Junior, percussionista e tambem dancarino espectacular. O grupo, que acompanhou Ze' Viola e Teta Lando, foi o conjunto mais moderno da epoca, introduzindo as violas electricas, o orgao (Tony Galvao) e os sopros (Nando Tambarino). Acabou em 1975 por razoes ligadas ao conturbado ambiente politico. Massano foi para o Zaire, regressou a Luanda em inicio dos anos 80, integrando o conjunto Primeiro de Maio. As Meninas de Hoje foi um grande sucesso: "Menina nao quero confianca. Primeiro falamos com os teus pais. Senao vamos arranjar problemas".


As Meninas de Hoje - Africa Show (1973)


[Fonte Angola 70's (1972-1973) - Buda Musique, 1999]



Angola: O 'Jazz' do Norte (I)

De como o estilo Bakongo teve um papel determinante no nascimento das musicas urbanas dos anos 60



San Salvador: Henrique Freitas, Manuel de Oliveira, Jorge Eduardo
nasceram nos anos 20, perto de Sao Salvador (norte de Angola, hoje M’Banza Kongo). Na cidade fronteirica de Matadi, ouvem musicas Bakongo tratadas em estilo cubano. Em 1948, em Leopoldville, formam o San Salvador e em Setembro de 1949 gravam vinte musicas para a etiqueta Ngoma, do grego Nico Jeronimidis. Na sede da Ngoma encontram Wendo, autor de Marie Louise, primeiro sucesso da rumba congolesa. Manuel de Oliveira e Wendo tocam juntos e com o jovem Franco, bakongo como eles. Apos a independencia do Zaire (1960), o desenvolvimento da producao discografica, das discotecas e dos bares atrai musicos de diversos paises africanos. Kinshasa torna-se o centro da musica urbana do continente. San Salvador continuou ate’ aos anos 80. Muitos musicos angolanos fizeram uma brilhante carreira no Zaire: Diana que cantou quinze anos com Tabuley Rochereau, Matadidi, Sam Mangwana

Nos bairros (Sambizanga, Marcal, Sao Paulo em Luanda) as turmas de jovens cantam com acompanhamento de percussoes. Constroem as suas violas com latas de azeite e linhas de pesca. Pela radio e nos bailes, ouvem sambas, boleros, merengues, son cubano, rumbas zairenses. Mais tarde tocam nos centros recreativos e criam a musica urbana que se afirmara’ nos anos 70.


Enzol' Eyaya- San Salvador (1959)

Os Gingas foi um dos primeiros conjuntos importantes de Luanda. Tinha violas e varias percussoes como a puita do Kakulo Kalumba. Em Lamento, Duia faz um solo de viola onde transparece a sua admiracao por Wendo. A criatividade de Duia tornou-se um exemplo para grandes guitarristas (Marito, Baiao, Ze’ Keno, Carlitos Vieira Dias).


Lamento - Gingas (1965)

Formado por musicos vindos do Norte, em meados de 60, o Quinteto Angolano de Matomona Sebastiao faz sucesso em Luanda. Mais tarde transformou-se em Ngoma Jazz.


Kupassiala Kua Aba - Quinteto Angolano (1969)

Dimba Diangola, um dos grupos mais antigos (1963), durou duas decadas entremeadas de algumas interrupcoes.


Fixe - Dimba Diangola (1970)

Os Kiezos, conjunto incontornavel da historia musical angolana, foi fundado em 1964, por jovens do Marcal e do Sao Paulo. Marito toca viola solo. Rumba 70, na realidade um samba-rumba, demonstra a solida construcao ritmica.


Rumba 70 - Kiezos (1970)


[Fonte Angola 60's (1956-1970) - Buda Musique, 1999]


NKISI

Jean-Michel Basquiat - Grillo (1984)

The duality of the central figure intimates a common source; in fact, Basquiat has looked to the African Congo for inspiration. The left figure carries a black crown spiked with nails, recalling the Nkisi figures of the Hemba culture (cf. figure 1). The Nkisi’s power derives from magic stored in their bodies, and when an agreement was reached between warring tribes both sides would swear an oath before the cult and drive iron blades or nails in to seal their oath. Thus, the supernatural powers latent in the deities were called upon to punish any who broke their pact.
Grillo is also infused with Caribbean religious imagery (cf. figure 2). The second figure, crowned instead with a halo display, mimics the posture of the first but the presence of both lays further claim to Basquiat’s original source: as two sides took oath over the Nkisi cult figure, so too do both figures in Grillo participate in the field of action the artist creates. Tellingly, they demonstrate leader status through the torch they bear and the fists they yield in dominance.


[Here] [More on Basquiat Here]


Jean-Michel Basquiat - Untitled (1981)


Other (real) Nkisi




Nkisi figures are made by the Kongo people of central Africa. Their power comes from magical substances stored inside their bodies and heads. They are used by ritual experts known as nganga as witnesses to oaths taken at the end of war or judicial proceedings. For example, representatives from each side involved in a conflict would hammer an iron wedge or knife into the nkisi figure and fire a salute to signal a peaceful agreement. In judicial disputes over land, swearing an oath, sealed by hammering a nail, would be sufficient to secure the land for generations. Personal vows could also be sealed through the figures. They could protect a person from envy, identify thieves and be used for predicting the future. A carver made the nkisi and a nganga prepared the sacred medicines that are attached to them or put inside them. It is these magical substances that persuade the spirit to take up residence in the nkisi. Many of the figures were named after chiefs and were paid similar forms of respect. A typical introduction might begin, 'Sir, open your ears, be attentive, so and so is coming to make an oath on you, may your eyes be clear, your ears open'. The spirit that the minkisi (plural of nkisi) was believed to embody, however, was that of a hunter, returned from the land of the dead.

The magic substances contain a great variety of material. One Kongo writer described the contents of a medicine bundle attached to one nkisi as including 'teeth of vipers and all snakes that bite with especial viciousness. Also the claws of mongoose and jackal'. X-ray analysis of two of the figures on display at the Horniman showed earth, beads, animal teeth, and in one case a cartridge case. Throughout the world, societies value things that are rare and difficult to acquire. In many cases, rare material from other societies is considered exotic and endowed with special properties. This may explain the presence of mirrors, beads and cartridges in the medicine or magical bundles.

[Here]

La Sape, Les Sapeurs et La Sapologie



L’art vestimentaire est devenu une religion pour les "sapeurs" congolais. Les adeptes de la Société des Ambianceurs et des personnes Elégantes (SAPE) et les Sapephiles (ceux qui aiment la sape) ont en fait récemment une démonstration au Mémorial Pierre Savorgnan de Brazza pour honorer la mémoire de l’artiste musicien Rapha Boudzéki, «le Brazzavillois».
Une journée qui avait débuté par une messe d’action de grâce en Eglise Saint Pierre Claver de Bacongo à Brazzaville. Dans son homélie, l’abbé Anselme Badiabio, aumônier des Forces armées congolaises, nous a livrés ce message : «Notre vie sur terre est un passage. La sape est une étape de la vie mais, il faut passer de la sape extérieure à la sape intérieure. Par la sape, nous cherchons à reconnaître la valeur de Dieu pour saper notre cœur, pour que la beauté ne soit pas extérieure mais surtout intérieure» a-t-il dit. Poursuivant « que la sape est un atout, un tremplin pour l’unité nationale.»

[Plus ici, ici, ici et ici]




Daniele Tamagni's wonderful pictorial essay brilliantly manages to capture the ebullience of sapeur culture at its source in Bacongo, a sprawling suburb of Brazzaville in The Congo.

Le Sape (The Societe des Ambianceurs et des Personnes Elegantes), is one of the world's most exclusive clubs. It has recently become an international phenomenon with branches in places like Brazzaville, Kinshasa, Paris, Brussels and parts of South London.

The sapeur style and relationship to clothes is unique - a throwback to a lost world of pre-colonial elegance and decadence and at the same time it is futuristic. Members have their own code of honour, codes of professional conduct and strict notions of morality.

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