Ricardo Lemvo

Eu nasci acidentalmente em Kimpese, território da República Democrática do Congo, bem pertinho de Mbanza Congo.

Cheguei aos EUA em 1972 para viver com meu pai. Estudei Ciências Políticas numa universidade de Los Angeles e o meu objectivo era estudar leis a fim de ser advogado, mas verifiquei que a música era o meu verdadeiro amor.

Eu tinha 8 anos e vivíamos em Kinshasa ao lado de um clube quando decidi que eu queria para mim uma carreira musical. Mas não tive coragem de dizer à minha mãe que eu queria ser músico. Minha mãe considerava todos os músicos como vagabundos.
Quando vivíamos em Kinshasa, a minha mãe dizia-me sempre que ‘não importa onde residimos fisicamente; nunca jamais devemos esquecer as nossas raizes’. Nós somos de Mbanza Kongo e o nosso país é Angola. Minha filha tem 2 anos e nasceu em Los Angeles, mas ela sabe que tem o sangue angolano e, consequentemente, é angolana.

Eu sou admirador da música e da cultura afro-cubana. Tenho um fascínio pela diáspora africana na América Latina, especialmente Cuba. Enquanto jovem, escutava música de artistas congoleses que incorporavam elementos da cultura cubana.

Nessa época (em Kinshasa) eu era muito jovem mas eu lembro que escutava a música de Francó, Dr. Nico, Rochereau, Mario Matadidi e Sam Mangwana, entre outros. Na minha própria música cheguei a incorporar alguns estilos destes gigantes musicais.

Em todos os países fui sempre bem recebido. Já estive em Cuba, Bélgica, França, Holanda, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Eslovénia, Suécia, Dinamarca, Israel, entre outros.

Eu sou um aventureiro. Quando ouvi a versão original de uma canção turca, decidi gravá-la. Meu amigo que fala turco ajudou-me na tradução e a pronunciar correctamente. A minha versão é muito popular na Turquia. Está no meu 5º disco (Issabela) e intitula-se Elbete, que traduzido do turco significa ‘com certeza’. É uma mensagem de esperança num mundo melhor.



GOTENE



Le début des années 80 a été marque, dans la vie culturelle africaine, par le lancement du projet « Centre International des Civilisations Bantu ». L’un des programmes établis pour cette nouvelle institution, action culturelle emblématique, a tous points de vue, a été la Biennale de l’Art Bantu Contemporain. L’un des objectifs assignes a cette opération culturelle, inédite, a été la promotion de cet important domaine, passablement orphelin, de la créativité artistique en Afrique centrale, orientale et australe. Il s’agissait, naturellement, dans cette démarche d’encourager et de faire connaitre au monde, les meilleurs talents, artistes plasticiens, de cette aire culturelle. Le développement de ce programme, qui s’est étalé sur une vingtaine d’années, depuis la sélection et l’acquisition de la collection initiale, la tenue des cadres émulatifs, le choix des reproductions représentatives, la publication de catalogues, l’illustration de notes de presse et d’articles, la réalisation de films documentaires et l’exposition itinérante a été domine par la signature d’ un peintre, hors pair, le congolais de la rive droite, Marcel Gotene.


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