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La Sape, Les Sapeurs et La Sapologie



L’art vestimentaire est devenu une religion pour les "sapeurs" congolais. Les adeptes de la Société des Ambianceurs et des personnes Elégantes (SAPE) et les Sapephiles (ceux qui aiment la sape) ont en fait récemment une démonstration au Mémorial Pierre Savorgnan de Brazza pour honorer la mémoire de l’artiste musicien Rapha Boudzéki, «le Brazzavillois».
Une journée qui avait débuté par une messe d’action de grâce en Eglise Saint Pierre Claver de Bacongo à Brazzaville. Dans son homélie, l’abbé Anselme Badiabio, aumônier des Forces armées congolaises, nous a livrés ce message : «Notre vie sur terre est un passage. La sape est une étape de la vie mais, il faut passer de la sape extérieure à la sape intérieure. Par la sape, nous cherchons à reconnaître la valeur de Dieu pour saper notre cœur, pour que la beauté ne soit pas extérieure mais surtout intérieure» a-t-il dit. Poursuivant « que la sape est un atout, un tremplin pour l’unité nationale.»

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Daniele Tamagni's wonderful pictorial essay brilliantly manages to capture the ebullience of sapeur culture at its source in Bacongo, a sprawling suburb of Brazzaville in The Congo.

Le Sape (The Societe des Ambianceurs et des Personnes Elegantes), is one of the world's most exclusive clubs. It has recently become an international phenomenon with branches in places like Brazzaville, Kinshasa, Paris, Brussels and parts of South London.

The sapeur style and relationship to clothes is unique - a throwback to a lost world of pre-colonial elegance and decadence and at the same time it is futuristic. Members have their own code of honour, codes of professional conduct and strict notions of morality.

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Ricardo Lemvo

Eu nasci acidentalmente em Kimpese, território da República Democrática do Congo, bem pertinho de Mbanza Congo.

Cheguei aos EUA em 1972 para viver com meu pai. Estudei Ciências Políticas numa universidade de Los Angeles e o meu objectivo era estudar leis a fim de ser advogado, mas verifiquei que a música era o meu verdadeiro amor.

Eu tinha 8 anos e vivíamos em Kinshasa ao lado de um clube quando decidi que eu queria para mim uma carreira musical. Mas não tive coragem de dizer à minha mãe que eu queria ser músico. Minha mãe considerava todos os músicos como vagabundos.
Quando vivíamos em Kinshasa, a minha mãe dizia-me sempre que ‘não importa onde residimos fisicamente; nunca jamais devemos esquecer as nossas raizes’. Nós somos de Mbanza Kongo e o nosso país é Angola. Minha filha tem 2 anos e nasceu em Los Angeles, mas ela sabe que tem o sangue angolano e, consequentemente, é angolana.

Eu sou admirador da música e da cultura afro-cubana. Tenho um fascínio pela diáspora africana na América Latina, especialmente Cuba. Enquanto jovem, escutava música de artistas congoleses que incorporavam elementos da cultura cubana.

Nessa época (em Kinshasa) eu era muito jovem mas eu lembro que escutava a música de Francó, Dr. Nico, Rochereau, Mario Matadidi e Sam Mangwana, entre outros. Na minha própria música cheguei a incorporar alguns estilos destes gigantes musicais.

Em todos os países fui sempre bem recebido. Já estive em Cuba, Bélgica, França, Holanda, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Eslovénia, Suécia, Dinamarca, Israel, entre outros.

Eu sou um aventureiro. Quando ouvi a versão original de uma canção turca, decidi gravá-la. Meu amigo que fala turco ajudou-me na tradução e a pronunciar correctamente. A minha versão é muito popular na Turquia. Está no meu 5º disco (Issabela) e intitula-se Elbete, que traduzido do turco significa ‘com certeza’. É uma mensagem de esperança num mundo melhor.










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